
Venho de uma família que cultua tradições pagãs há séculos, mesmo que um ou outro seja, cristão 'socialmente", portanto, diria que o ateísmo, em relação ao paganismo não é nada incomum e visto com bastante naturalidade nesse meio. Mas posso dizer que, o que me deu a deliciosa certeza da descrença foi o dia que percebi, após passar anos estudando religião comparada e seus livros sagrados, que eu era moralmente superior, éticamente mais justa e honesta e psicologicamente mais equilibrada que qualquer deus. Monoteísta ou politeísta, todos mostram sempre por trás de toda a simbologia ritual, seu lado obscuro e cruel; o deus cristão dentre todos é o mais eficaz em esconder seu lado diabólico por trás da cruz. Assim como praticamente toda a humanidade, com a exceção que, alguns seres humanos lutam para controlar seu lado animalesco e sombrio, ao passo que deuses usam isso para impor respeito e autoridade. E como se trata de ter "perdido a virgindade", perdi a minha "virgindade ateísta" com o amante certo, David Hume, porisso, não tive recaídas ou arrependimentos. Muito pelo contrário, depois dele, vários "amantes" me amaram bem melhor: Schopenhauer, apesar da rabugice, Kierkegaard, apesar de luterano, Nietzsche, Sartre, Pirro, Diógenes, enfim, uma lista enorme...

rsrsrs
ResponderExcluirOlha, se perder a fé não for tão bom quanto perder a virgindade, te digo que nao fica muito longe, viu? Em ambas as situações se ganha a sensação de uma liberdade jamais experimentada...
Gostei do seu blog, nao conhecia ainda.bjo.
Ideny